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A Seiva da Árvore

Herdar, Lembrar, Tornar-se

Acreditamos que estamos escolhendo. Mas, na maioria das vezes, estamos repetindo.
Apenas uma pequena porcentagem das nossas decisões surge da mente consciente, esse brilhante neocórtex no qual tantas vezes confiamos para dar sentido às coisas. Mas, sob essa estreita faixa de consciência, existe um terreno mais profundo: o inconsciente, moldado antes mesmo de termos linguagem. Somos tecidos no útero, absorvendo o clima emocional de nossos pais, os lutos não ditos de nossos ancestrais, os anseios, os silêncios ou a resiliência que formaram a seiva da nossa árvore genealógica.


Antes de nascermos, já estamos lembrando.

A memória não vive apenas nas histórias, mas nos tecidos. É transmitida pela fáscia, pelo sangue, pela respiração, pelo tom de voz e pelo olhar. E permanece conosco até estarmos prontos para encontrá-la.

Por meio da prática espiritual, de estados alterados de consciência, da respiração consciente, das medicinas da floresta, do yoga ou da meditação profunda, algo começa a se mover. A fáscia do corpo, e a fáscia do coração — afrouxa. Aquilo que foi reprimido começa a emergir. Sentimos, não porque somos fracos, mas porque algo dentro de nós está disposto a ser inteiro.

Esse recordar não é apenas intelectual. É somático. É emocional. É espiritual. Ele nos convida a um processo de destilação, um desprendimento necessário daquilo que não é nosso, para que possamos, finalmente, encontrar o que é. E, com esse encontro, surge a capacidade de escolher. De recomeçar.

Na minha própria jornada, passei a compreender que a morte não vem depois da vida; ela a acompanha. A cada liberação de uma história falsa, a cada abandono de um padrão herdado, enfrentamos uma pequena morte. E nesses momentos silenciosos, vi o quão pouco permanece: nada além da consciência, não condicionada, clara e profundamente viva.

Cada um de nós é moldado pelo que um ensinamento espiritual chama de os quatro karmas: o karma geográfico de onde nascemos; o karma terrestre do tempo histórico em que nascemos; o karma herdado da nossa linhagem ancestral; e o karma pessoal do projeto da nossa alma. Cada uma dessas influências carrega peso e sabedoria. Não são punições, são coordenadas. Mas, se não nos relacionamos com elas de forma consciente, tornam-se ciclos. Padrões fixos. Laços de repetição.

Na astrologia, os quatro signos fixos — Touro, Leão, Escorpião e Aquário — formam o que é conhecido como a cruz fixa. Cada signo corresponde a um dos quatro elementos: terra, fogo, água e ar. Esses signos, assim como os karmas, estabilizam a nossa experiência. Touro nos enraíza no mundo material, Leão acende o fogo da criatividade, Escorpião guarda as profundezas da linhagem emocional, e Aquário carrega o nosso dom individual nos ventos da evolução coletiva. Mas, se a cruz permanece imóvel, ela nos mantém no lugar. Torna-se uma grade, não um portal. Por isso, a cruz precisa girar. É apenas no movimento que nasce a espiral — e a espiral é o verdadeiro caminho da transformação.

Conhecer o seu mapa astral não é se aprisionar a um destino. É reconhecer suas âncoras e aprender a transformá-las em limiares. O mapa nos mostra onde a árvore se enraizou em nós. E também nos mostra como podemos ascender. Esse processo não é sobre culpa. Não é sobre julgar nossos ancestrais ou nossa linhagem. É sobre discernimento — um olhar amoroso para o que foi recebido — e a clareza para escolher o que seguirá adiante. Somos os alquimistas do nosso próprio tornar-se. E esse tornar-se exige compaixão, devoção e a liberdade de dizer: esta história termina comigo.

Tornar-se o autor da própria jornada é escutar o que o moldou e, então, com reverência, escrever algo novo.

Você já se perguntou sobre as memórias transmitidas a você durante a gestação? As emoções, crenças e silêncios que sua mãe carregava enquanto você se formava dentro do corpo dela — e, ainda antes, o que sua avó imprimiu ao gestar sua mãe, com a semente de você já silenciosamente presente dentro dela? Este é o caminho do yin: a reserva silenciosa, o solo escuro e fértil, a força do nutrir, do pertencimento e da receptividade. Ele nos sustenta. Ele nos molda. E, às vezes, retém, não como punição, mas como convite.

Reserve um tempo para se sentar com a mulher que lhe deu a vida, se for possível, ou com a memória dela, sua história, sua essência. Faça as perguntas que nunca foram ditas. Escute aquelas que nunca tiveram palavras. Conheça a história de antes do seu nascimento. É ali que as raízes começam. E, a partir desse saber, uma nova espiral pode se erguer.

Ensinamento Incorporado


O PDF complementar convida você a um ritual de raízes e lembrança. Por meio da escrita guiada pelos elementos e de aliados vegetais, você tocará os fios da herança e os transformará em crescimento vivo.

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